| CNL:
elo forte da cadeia do livro
Ator essencial
da política pública em favor
do livro, o Centro Nacional do Livro (CNL)
tem por objetivo a defesa de uma oferta editorial
diversificada e de qualidade.
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Organizada
anualmente pelo Ministério da
Cultura e da Comunicação
(CNL) com o apoio de outros ministérios,
a operação “Lire
en Fête” organiza centenas
de eventos gratuitos relacionados aos
livros em toda a França ao longo
de três dias (19, 20 e 21 de outubro
de 2007).
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“O Centro
Nacional do Livro soube encontrar
seu lugar no coração
do livro francês, do qual se
tornou, em 60 anos de existência,
um ator importante e apreciado”.
Um relatório(1)
recente divulga esse julgamento feito
pelos profissionais do livro a respeito
do CNL. Este organismo público,
presidido pelo diretor do livro e
da leitura no Ministério da
Cultura e da Comunicação,
é “uma exceção
cultural, pois nenhum outro país
oferece à linha de produção
do livro uma ajuda tão grande
e tão diversificada”,
nas palavras da autora desse relatório,
Sophie Barluet.
Dispondo de um
orçamento operacional de 22
milhões de euros(2),
o CNL propicia efetivamente um apoio
essencial à manutenção
da diversidade e qualidade da oferta
editorial, garantia, segundo o mesmo
relatório, “de liberdade,
de inovação, de democracia,
de prazer”. Perto de 18.000
obras foram beneficiadas pelo apoio
desse organismo, que é caracterizado
por sua abertura, pois os profissionais
do livro têm lugar em seu conselho
de administração e participam,
no seio das comissões especializadas,
dos debates sobre a alocação
de subvenções.
Do autor ao livreiro
O CNL não
descarta nenhum dos elos da cadeia
de produção do livro.
Suas intervenções respondem
“a um objetivo cultural e, ao
mesmo tempo, econômico: cultural
pela difusão das obras junto
ao público, econômico
em razão do apoio aos riscos
engendrados pelas escolhas”.
O CNL concede empréstimos,
subvenções ou bolsas
aos autores (projetos de escrita,
animações literárias,
etc), aos tradutores (trabalho em
uma obra difícil, estadas na
França, etc), aos editores
(traduções de livros,
preparação de grandes
projetos coletivos, criação
de coleções eruditas
inovadoras, sites Internet, etc) e
também às bibliotecas
(desenvolvimento de acervos temáticos,
compra de biblio-ônibus(3),
etc) e às livrarias (apoio
ao comércio independente, desenvolvimento
de catálogos temáticos,
participação nos salões,
etc).
Se ele soube“adaptar-se
à evolução do
mercado da edição e
acompanhar o trabalho dos profissionais
do livro”, na opinião
de Sophie Barluet, “também
manifestou grande espírito
visionário”, ajudando
notadamente na produção
eletrônica de algumas revistas.
Florence
Raynal
Para
saber mais:
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Por uma
rede de livrarias independentes
Uma
série de medidas permitiu a manutenção,
na França, da diversidade da
oferta editorial e de uma ampla rede
de livrarias independentes: medidas
fiscais, ajuda pública direta,
lei Lang de 1981 instituindo o preço
único do livro, que foi contestada
no início sob a alegação
de empecilho à livre concorrência,
mas que hoje é objeto de amplo
consenso entre os profissionais.
Com o intuito de fortalecer esse mecanismo,
várias medidas foram estudadas
em 2007, como, por exemplo, a criação
do padrão “livraria independente
de referência”. A importância
cultural das “LIRs” seria
assim reconhecida, podendo essas serem
beneficiadas pelas vantagens fiscais
e subvenções específicas.
F.
R.
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(1).
Pour que Vive la Politique du Livre (Para
que Viva a Política do Livro, 2007),
relatório de uma comissão de
reflexão patrocinada pelo Ministério
Francês da Cultura e da Comunicação,
que pode ser baixado através do site
.
(2).
O CNL recebe fundos oriundos de dois
impostos: o primeiro sobre a venda de materiais
para reprografia, o outro sobre o volume de
negócios da edição.
(3).
Bibliotecas ambulantes
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