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MAEE faz com que os livros viagem pelo mundo

A
Índia foi a convidada de honra do último
Salão do Livro de Paris.
O ministério
das Relações Exteriores e Européias
(MAEE) faz a promoção do livro
francês através do mundo, favorece
a tradução de obras e facilita
o intercâmbio.
Assegurar
a presença do livro francês no
exterior e apoiar em toda parte a diversidade
cultural: com o intuito de executar estas
duas incumbências, o departamento do
Escrito e das Midiatecas do MAEE(1)
lançou, em 1990, um vasto programa
de auxílio à publicação
(PAP). Presente em 75 países, ele já
ajudou à publicação de
mais de 12.000 títulos de autores.
“O
PAP ajuda os editores locais a adquirir os
direitos para tradução dos títulos
e fornece apoio para a publicação”,
como explica Luc Lévy, chefe do departamento.
Sublinha também que esta atividade
é complementar à do Centro Nacional
do Livro ()
que apóia unicamente editores franceses
no que diz respeito à tradução.
Desde 2005,
o PAP foi reforçado pelo projeto Traduzir,
que faz o repertório das traduções
feitas em inglês, árabe, chinês,
espanhol e russo de obras francesas, para
divulgá-las melhor, apoiando também
os tradutores.
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Vários
programas públicos apóiam
a tradução e buscam consolidar
parcerias com editores estrangeiros
para fazer com que escritores e intelectuais
franceses sejam conhecidos no mundo.
Um livreiro no Vietnã.
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Favorecer a ousadia
O PAP privilegia
principalmente escritores do século
XX, cuja reputação ainda
está por ser feita. Esta ajuda
abrange a literatura, as ciências
humanas e as obras infanto-juvenis.
“Procuramos principalmente estabelecer
parcerias com editores que disponham
de um verdadeiro catálogo de
obras francesas de modo a tecer relações
estáveis e de confiança”,
observa Luc Lévy.
Dependendo dos
países, os objetivos do PAP
são distintos. Em alguns países,
como os Estados Unidos, onde as obras
traduzidas são escassas, é
fundamental “que a França
adote uma política firme se
quiser fazer com seus autores sejam
conhecidos e manter uma presença
literária e intelectual”,
acrescenta Luc Lévy. O PAP
tem um papel importante nos países
que estão em plena transformação,
como os da Europa Central e Oriental.
“Favorecendo a presença
e influência do escrito francês,
[ele] dá sua contribuição
aos debates intelectuais e literários
suscitados por sociedades em plena
transformação”,
sintetiza.
Da mesma forma,
a Rússia, o mundo árabe
e muçulmano e a América
Latina são regiões nas
quais esse programa permite promover
a troca de idéias, o pluralismo
das opiniões e até mesmo
o diálogo das culturas.
Apoiar os atores
do Sul
O departamento
exerce também uma ação
em prol das livrarias, especialmente
na África francófona
e no mundo árabe e, para tanto,
conta com a ajuda do Escritório
Internacional da Edição
Francesa e da Associação
Internacional das Livrarias Francófonas,
que oferecem formações
interessantes aos profissionais.
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Mais
um mecanismo: o Programa Mais, que tem
o objetivo de tornar accessível
o livro universitário francês
na África. Este programa é
o resultado de uma montagem envolvendo
o MAEE, o Ministério da Cultura
e da Comunicação, os editores
e o Centro de Exportação
do Livro Francês. Graças
a ele, é possível dividir
o preço do livro por dois ou
até mesmo três, respeitando
os custos da linha de produção.
“Nossa
filosofia é a de sempre passar
pelos profissionais locais com o intuito
de fortalecê-los. Eles estão
começando a existir e a se estruturar
e é preciso apoiá-los
energicamente em vez de impedir o fortalecimento
dessa atividade econômica local”,
observa Thierry Quinqueton, chefe de
missão do MAEE. É um princípio
que se estende às relações
com os editores: “Estamos tentando
convencer os editores franceses a adotarem
uma lógica de cooperação
com seus homólogos africanos
e do Magreb e, até mesmo, no
que se refere aos livros franceses,
estabelecer contratos de cessão
de direitos ao invés de simplesmente
exportá-los. A idéia subjacente
é que a edição
é uma atividade ligada a um território,
a uma comunidade.”
O encontro
das idéias
O
intercâmbio é bem encorajado.
Existe um programa que possibilita aos
escritores vir falar de seus livros
a pedido das Embaixadas. Além
disso, todo ano, mais de sessenta autores
ficam um ano no exterior para realizar
um projeto de escrita por obra da Missão
Stendhal, agora administrada pelo Culturesfrance(2),
um agente de operações
do MAEE para a promoção
da cultura francesa no exterior.
Finalmente, o Fundo d’Alembert
visa, desde 2001, a favorecer o desenvolvimento
do debate de idéias, incitando
as missões diplomáticas
francesas a montarem em colaboração
com as instituições locais,
centros de pesquisa ou universidades,
projetos de mesas-redondas e colóquios
ao redor de questões de sociedade
que interessam estes países e
sobre as quais a França pode
trazer perspectivas úteis.
Florence
Raynal
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Uma rede
de centros de documentação
A
França mantém uma rede
de mais de 400 midiatecas, verdadeiros
centros de documentação
sobre a França contemporânea
em 167 países. “Esses espaços
públicos de leitura trazem informações
em todos os campos: literatura, cultura,
vida econômica, políticas
sociais, etc e também têm
a incumbência de desenvolver a
promoção da França”,
nas palavras de Laurence Eme, chefe
do Escritório das Midiatecas
MAEE. Esses espaços, na realidade,
oferecem obras (livros, imprensa, CDs,
DVDs, etc.) não somente em francês,
mas também na língua do
país hóspede. Também
propõem ações de
cooperação, como a ajuda
para a profissionalização
dos bibliotecários, campo no
qual a competência da França
é bem conhecida.
As midiatecas, além disso, têm
uma função de programação
cultural (encontros com os tradutores,
feira do livro, etc.) e atuam no ensino
do francês oferecendo uma "biblioteca
do aprendiz”. “Trata-se
de oferecer àqueles que estão
estudando francês ferramentas
para a autoformação e
um ambiente cultural adaptado a seu
nível lingüístico,
seja ele qual for. Isto parte da idéia
de que, segundo Laurence Eme, a francofonia
também é francofilia e,
portanto, conhecimento do outro.
F.
R.
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Para
saber mais:
•
MAEE:
• Bureau International de l’Édition
Française:
• Association Internationale des
Libraires Francophones:
• Centre d’Exportation du
Livre Français:
• Culturesfrance:
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(1).
Ligada à Direção Geral
da Cooperação Internacional
e do Desenvolvimento.
(2).
Culturesfrance propõe várias
publicações: monografias sobre
escritores famosos ou representativos da nova
geração, números de ciências
humanas, revista Cultures Sud, catálogo
Fiction France, etc.
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