| Antik
Batik, a moda segundo Gabriella Cortese

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Vestir roupas Antik
Batik é vestir-se como Kate
Moss, Vanessa Paradis ou Béatrice
Dalle, seduzidas como tantas outras
pelo estilo exótico e pelos
materiais naturais. A marca foi fundada
por uma italiana nascida em Turim,
Gabriella Cortese, viandante que se
estabeleceu em Paris em 1992. Ao lado
de Christophe Sauvat, seu companheiro
de viagens e de trabalho, começou
por criar suntuosos pareôs com
a etiqueta Antik Batik. “Minha
moda é muito marcada por minhas
viagens”, explica Gabriella
Cortese. “Sou cosmopolita, minhas
criações também.
Gosto de trazer o que há de
belo nas mais variadas culturas e
adaptá-lo ao gosto contemporâneo.”
Muito eclética, afirma inspirar-se
também em sua experiência
de dançarina do Crazy Horse,
onde trabalhou durante um ano e meio
ao chegar a Paris.
Com suas pérolas,
lantejoulas e um ar retrô, o
estilo Antik Batik é qualificado
pelas redatoras de moda como “bobo-chic”(1)
ou “etno-glamour”(2)
. Os bordados são onipresentes:
“Foi minha avó Terka,
natural de Budapeste, que me transmitiu
o gosto pelos bordados e me ensinou
a bordar”, confessa a criadora.
“É a ela que devo meu
amor pela “Mitteleuropa”(3)
Klimt, Kokoschka e Schiele.”
Hoje, as lojas
Antik Batik apresentam as linhas Mulher,
Lingerie, Homem e Criança em
Paris, Cannes, Saint-Tropez e Londres,
como também nos Estados Unidos
e no Japão.
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(1)
Estilo chic dos "bobos"– ou
burgueses-boêmios" – categoria
social urbana com alto padrão de consumo,
na ponta da moda, que se pretende descontraída
e freqüentemente ecologista.
(2)
Aliança de dois estilos, o "glamour",
chic total das estrelas de Hollywood e o “étnico”,
que se inspira nas vestimentas populares tradicionais.
(3)
Termo que designa
os contornos da presença cultural germânica
na Europa do início do séc.
XX, de Veneza a Budapeste e de Dubrovnik a
Viena.
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