Em 2010, o maestro
Paavo Järvi, com quarenta anos
e vencedor de dois Grammy Awards,
estará à frente da Orquestra
de Paris (OP), que já dirigiu
pela primeira vez em 2004. “É
uma orquestra legendária”,
declara. “Cresci ouvindo as
gravações de Charles
Munch [primeiro diretor da OP, criada
em1967] e de outros tantos. Os solistas
daqui são excepcionais. O mais
importante, no entanto, é que
cada um dos integrantes do ‘tutti’
(o conjunto da orquestra) mostre um
grande envolvimento pessoal.”
Como seu contrato
com a OP estabelece uma presença
de 14 semanas e 28 concertos por temporada,
ele reconhece que terá de fazer
certas escolhas. Além de uma
brilhante carreira internacional,
também dirige as orquestras
de Cincinnati (Estados Unidos), da
rádio de Frankfurt e da Deutsche
Kammerphilarmonie de Bremen (Alemanha),
e é conselheiro da Orquestra
Nacional da Estônia. Sua discografia
é impressionante: Ravel, Berlioz,
Prokofiev, Stravinsky, Debussy, Dvorák,
Bartók, Chostakovitch, Grieg...
Nascido na Estônia em uma família
de músicos que emigrou para
os Estados Unidos em 1980, lá
trabalhou com Bernstein, que lhe ensinou
a abordar uma obra com liberdade.
Em 2012, a Orquestra
de Paris se instalará na Filarmônica
de Paris, novo complexo situado no
Parc de la Villette, dotado de um
auditório de 2.400 lugares
(do arquiteto Jean Nouvel). “O
fato pode vir a reafirmar Paris como
centro musical da Europa”, são
os votos do maestro americano-estoniano.