O projeto artístico
“Máquinas da Ilha”
antecipa a renovação
cultural dos antigos estaleiros de
Nantes (costa atlântica).
Desde 1º de
julho de 2007, um elefante em tamanho
gigante, animal mecânico de
12 metros de altura, é a sensação
dos cais do rio Loire. Imaginado por
François Delarozière
e Pierre Orefice, dois antigos membros
da companhia de teatro de rua Royal
Deluxe, com sede em Nantes desde 1989,
esse paquiderme de aço e madeira
é a primeira fase de um projeto
artístico insólito batizado
de “Máquinas da Ilha”.
A idéia é criar-se,
a longo prazo, um equipamento turístico
original e permanente, inspirado nas
artes de rua, construindo em áreas
industriais abandonadas dessa ilha
do Loire – situada em frente
ao centro da cidade – uma dezena
de esculturas metálicas monumentais.
Essas “máquinas”
extraordinárias são
fabricadas nas “grandes naves”
dos antigos estaleiros que foram transformadas
em ateliês abertos ao público.
“Este projeto cultural tem por
vocação a recuperação
de um local emblemático do
patrimônio industrial da cidade”,
como explica Yannick Guin, assessor
cultural da prefeitura de Nantes.
Esse novo canteiro
de obras também faz parte de
uma lógica de renovação
urbana e uma oferta turística
ampliada. “Desejamos maravilhar
os habitantes, vivenciando de outra
maneira o mundo do lazer. Não
devemos deixar o monopólio
do imaginário unicamente aos
parques de atrações
tradicionais”, afirma Pierre
Orefice.
Para saber
mais:
Julien
Nessi, jornalista