| Os
novos rostos do cinema francês
Recém-chegados
ou talentos confirmados, eles encarnam o futuro
das telas francesas ao lado daqueles que já
têm seus lugares garantidos, como Audrey
Tautou, Romain Duris, Ludivine Sagnier e Benoît
Magimel. Apresentação de uma
nova geração em duas etapas*.
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Mélanie Thierry:
o anjo loiro (26 anos)
Inicialmente modelo
de uma candura infantil, ela se impôs
rapidamente nas telas com a comédia
Quasimodo d’el Paris (1999),
uma adaptação muito
livre de Notre-Dame de Paris, de Victor
Hugo. Também aplaudida no teatro
em 2006, ela emociona com sua sensibilidade
e sua fragilidade à flor da
pele. Ela será em breve a estrela
do ambicioso filme de ficção
científica de Mathieu Kassovitz
(diretor de O Ódio), Babylon
A.D., nas telas em 2008, com Michelle
Yeoh, Charlotte Rampling, Gérard
Depardieu e Lambert Wilson.
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Élodie
Bouchez: a aventureira (34 anos)
Grande
esperança do cinema francês
do final dos anos 1990, revelada em
Rosas Selvagens, de André Téchiné
(1994) e Perigo Jovem, de Cédric
Klapisch (1995), ela é uma atriz
inteira que gosta de arriscar e se entrega
de corpo e alma aos seus papéis.
Prêmio de interpretação
no Festival de Cannes juntamente com
Natacha Régnier, em 1998, por
seu personagem de jovem marginal em
A Vida Sonhada dos Anjos, de Erick Zonca,
trabalha atualmente entre Paris e Los
Angeles. Alterna filmes de autor (Demasiada
Carne, de Jean-Marc Barr...) e grandes
produções francesas (Brice
de Nice, com Jean Dujardin) e séries
americanas conhecidas (The L World,
Alias). Ela encontrou novamente um bom
lugar no cinema francês, interpretando
um grande número de segundos
papéis em comédias para
grandes públicos. Estará
brevemente em cartaz no primeiro filme
dos comediantes Eric Judor e Ramzy Bedia,
Seuls Two (Apenas two).
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Aïssa Maïga:
a segurança de uma princesa
(33 anos)
Revelada ao público
por Cédric Klapisch em As Bonecas
Russas (continuação
de Albergue Espanhol, com Romain Duris),
esta parisiense de origem senegalesa
e malinesa seduziu nos últimos
anos com seu frescor e maturidade
variados diretores, de Michael Haneke
em Caché (2005), com Juliette
Binoche e Daniel Auteuil, a Abderrahmane
Sissako, em Bamako (2006), passando
por Claude Berri, em Um Parte, Outro
Fica (2005) ou o filme coletivo Paris
Je T’Aime (2006). Indicada ao
César como melhor jovem talento
feminino de 2007, ela está
novamente em cartaz com Romain Duris
em uma comédia movimentada
a respeito do casal moderno, L’Âge
d’Homme (A Idade do Homem).
Apresentará em 2008 seu primeiro
filme como diretora, Il Faut Quitter
Bamako (É preciso deixar Bamako).
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Julie Depardieu:
a garota da casa ao lado (34 anos)
A filha de Gérard Depardieu soube
ganhar um nome, graças ao seu
talento especial. Após ter estreado
ao lado de seu pai em Coronel Chabert,
de Yves Angelo (1994), com Fanny Ardant,
ela multiplicou papéis discretos
ou deslocados, tornando-se uma figura
familiar do cinema francês. Em
2004 ela explodiu, em A Pequena Lili,
de Claude Miller, com Ludivine Sagnier,
obtendo dois Césares: melhor
jovem talento feminino e melhor segundo
papel. Muito solicitada a partir de
então, marcou novamente os espíritos
no ano de 2007 em As Testemunhas, de
André Téchiné,
a respeito do aparecimento da AIDS nos
anos 80, com Sami Bouajila, Michel Blanc
e Emmanuelle Béart. Está
em cartaz com Um Segredo, de Claude
Miller, com Cécile de France
e Patrick Bruel e interpretará
uma das mulheres da Resistência,
em Femmes de l’Ombre (Mulheres
da Sombra), de Jean-Paul Salomé,
em 2008, com Sophie Marceau e Marie
Gillain.
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Gilbert Melki: uma
segurança máscula
(49 anos)
Durante muito
tempo limitado aos papéis de
pieds-noirs [franceses de origem argelina]
exuberantes após o sucesso
de A verdade se eu estiver mentindo!,
de Thomas Gilou (1996), ele conseguiu
pacientemente seu lugar no cinema
de autor francês, exibindo uma
presença física ambígüa,
ao mesmo tempo tranqüilizadora
e inquietante. Duas vezes parceiro
de Catherine Deneuve em Muito Perto
do Paraíso, de Tonie Marshall
(2002), em seguida em Os Tempos que
Mudam, de André Téchiné
(2004), foi aclamado em 2007 por seu
papel de psiquiatra molestado por
uma jovem desequilibrada em Anna M,
de Michel Spinosa, com Isabelle Carré.
Estará em cartaz em breve,
em dois filmes policiais.
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Gaspard
Ulliel: o loiro tenebroso (23 anos)
Revelado
na comédia Amor sem Tréguas,
de Michel Blanc, em 2002, foi notado
a seguir em Anjo da Guerra, de André
Téchiné (2003), com Emmanuelle
Béart, tendo uma ascensão
fulgurante desde então. Este
jovem com rosto de anjo ferido e de
uma beleza andrógina recebeu
em 2005 o César de jovem talento
por Amor Eterno, de Jean-Pierre Jeunet,
com Audrey Tautou. Depois de uma aparição
inquietante no sketch do americano Gus
Van Sant em Paris Je T’Aime (2006),
obteve em 2007, nos Estados Unidos,
o cobiçado papel de Hannibal
Lecter, o famoso assassino canibal de
o Silêncio dos Inocentes. Atualmente,
ele está filmando na Nova Zelândia
The Vintner’s Luck, de Niki Caro.
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Malik Zidi: o frágil
mistério (32 anos)
Filho de pai argelino
e mãe francesa, ele foi descoberto
em 2002 por François Ozon (diretor
de 8 Mulheres), que lhe deu seu primeiro
papel na adaptação de
uma peça de Fassbinder, Gotas
d’Água Sob Pedras Escaldantes,
obra que também revelou Ludivine
Sagnier, e pela qual recebeu uma indicação
ao César de jovem talento masculino.
Pálido e com olhar enigmático,
permaneceu fiel ao cinema de autor
(notadamente a André Téchiné),
embora conte algumas participações
em filmes para o grande público,
como O Jovem Guerreiro, em 2006. Recebeu
em 2007 o César de jovem talento
masculino e atualmente está
preparando Mariage Avec Mon Fils (Casamento
Com meu Filho), de Pierre Berecz,
com Michel Jonasz.
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Louis Garrel:
palhaço sonhador (24 anos)
Vindo
de uma família de atores e filho
do diretor Philippe Garrel, ele ficou
conhecido no ano de 2003 em Os Sonhadores,
do italiano Bernardo Bertolucci, ao
lado de Eva Green e Michael Pitt, para
receber em seguida o César de
melhor jovem talento masculino de 2005,
por Amantes Constantes, dirigido por
seu pai. Ao mesmo tempo grave e burlesco,
sonhador e selvagem, é freqüentemente
comparado a Jean-Pierre Léaud,
seu padrinho na vida real. Após
alguns papéis sulfurosos, emocionou
as salas de cinema em 2007, na comédia
musical aclamada pela crítica,
Les Chansons d’Amour (As Canções
de Amor), de Christophe Honoré,
com Ludivine Sagnier e Chiara Mastroianni.
Está em cartaz com Actrices (Atrizes),
o segundo filme que é dirigido
e protagonizado por Valeria Bruni-Tedeschi
e está filmando atualmente Le
Sens de la Nuit (O Sentido da Noite),
de Raoul Ruiz, com Asia Argento.
Pierre
Langlais jornalista
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